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- o pensamento é livre

"E então guardo aqui, pedaços de minha memória caso me esqueça onde minha alma se encontra."

You can change yourself as well.

What forms your shape is your mind, and it’s interecation with the world that surrounds you.

You can do anything here, because this is your world.

This is the shape of your reality.

(Fonte: learningtheblues, via aobass)

A Epifânica.

Acordei ao som dos pássaros cantarolando. Animados e inspirados com o dia que amanhecêra com brisas calmas que faziam meu apanhador de sonhos dançar.

Abri um sorriso inesperado após uma noite de pesadelos. Meu olho ardia, pois na noite anterior chorara como se prestes a morrer. 

De fato, morri.

Pois ao levantar, já não era mais aquela jovem que sentia o peito doer ao se olhar no espelho, não era consumida de desejo de encerrar a vida medíocre em que se encontrava, não sentia o peso das correntes tão firmes ligadas aos meus defeitos.

Ao levantar, eu era novamente o que fui no passado. Aquela que cantarola músicas infantis ao tomar banho, aquela que consegue passar horas observando o seu apanhador-de-sonhos balançar enquanto pensa sobre a vida, o universo e tudo mais.

Com sorrisos péssimos de se esconder, com pés que não conseguiam conter a vontade de saltitar. 

Pois acordei sendo a boba, a alegre, a tão desajeitada Poia.

E meu coração bate forte agora, firme em novos ideais! Pois por mais que alguns sonhos morram, o ser humano nunca, nunca deixará de sonhar, de voar por entre os pensamentos utópicos que cada um possui.

E eu, ainda que em meio a tempestades de realidade, sempre serei a Lendária Sonhadora.

A Pequena.

Hoje tive um sonho perfeito.

Sonhei com os universos, com a razão da minha vida. Sonhei que todos a quem prezo estavam embraçados em minha alegria. Todos eram grandiosos, e estavam tão distantes de mim… E eu, tão pequena, tudo o que podia fazer era observar. Vê-los cada vez maiores, com suas vidas tão maduras, prontas para serem colhidas. Tão grandes, mesmo que tão distantes, eu sentia alegria por vê-los conquistando seus sonhos.

Eu fechava meus olhos, evitando lágrimas desnecessárias. Pois ainda que os visse, amar faz-te querer muito mais do que a visão pode oferecer. Tão distantes, sentia-me vazia…

Mas não os amo a toa. Pois eles eram meus amigos, e mesmo que longe, eles olhavam para trás, e me viam tão pequena perdida no mundo, e caminhavam com seus passos largos em minha direção.

E me abraçavam, um abraço tão alto que me permitia ver a vastidão do mundo, sentir os ventos alvoraçados no céu, conseguia ver todas as estrelas refletidas nas águas dos oceanos. E ao ser abraçada por eles, minhas lágrimas continham punhados de felicidade. 

Sim, é disso que o amor é feito. É feito do sentimento de sempre desejar as pessoas que tem importam perto de ti quando te tornas grande.

Pois do que adiantaria tamanha grandiosidade, para não compartilhar com o mundo?

Mesmo pequena, eu possuo um amor maior que o mundo, um punhado de amor para cada pequeno sonhador que deseja ir mundo a fora, para que eles se lembrem de no final, olhar para trás.

Pois eu estarei lá, observando-os crescerem.

A Procuradora.

Procuro um sonho ao qual me agarrar.

Procuro uma estrela para admirar.

Procuro uma pessoa para amar.

Procuro, ah, sempre procuro.

Sinto um vazio que sempre deseja a tudo, menos a si mesmo. Acordo consumida de vontade de consumir a tudo, meus pesadelos não me satisfazem.

Está sempre frio dentro de mim, procurando ainda que uma faísca para aquecer esse coração que faz esforço para bater. Ah, é difícil respirar quando a vida se esvai por tuas veias que se espalham no chão, dando a ele uma rúbra coloração.

Ah, procurei um sorriso sincero perdido dentre esses sorrisos forçados em meus lábios, mas atrás de todos há sempre lágrimas que salgam minha alegria.

Essa insanidade que me possui, essa dor que me abraça, essa solidão que me acompanha… Procuro sempre um modo de finalizar nossa ligação.

Os batimentos mais fracos, respirando como se a suspirar, minha pele agora tão encantadora como a lua, tão fria quanto nossa distância.

Sim, encontrei o que procurava.

Olhar a frente e conseguir ver a distância, senti-la cada vez mais ínfima…

Minha mente cada vez mais leve, minhas sensações tão serelepes! Mas ao meu último suspiro, ao rompimento da última ligação com a realidade,

a última vontade antes de adentrar o eterno mundo dos sonhos…

“Ah, eu podia ter procurado um pouco mais.” 

Ode a um segredo.

“Segura-te, senhorito!

pois agora vamos viajar

mergulhar nos oceanos

velejar distraidamente pelo ar

deixar que sorrisos escapem

enquanto nos postamos a dançar

Segura minha mão, mas com força

para este momento não acabar

E aquele punhado de estrelas

descaradamente a nos encarar

sente inveja de nosso desanuvio

sente desejo por nosso festejar!

Leva-me, senhorito,

pois esta noite posto-me a te amar.”

A Viajante.

Eu estava a procura de paz. Encontrei um mundo maravilhoso.

Desejava o silêncio, mas o que encontrei foi um som desconhecido, atraente que me envolveu em desejo e lentamente me guiou para uma grande aventura.

E o que meus olhos viram, não foi nada menos que Beleza.

Vi-me mergulhada num mar de brilho, que me banhava de alegria sem fim. Perdi-me por constelações de estrelas negras, arrisquei-me saltar diante a qualquer perigo que me era proposto, pelo simples prazer de estar ali. Mas tantas vezes senti o chão me puxar, como se dissesse “Não voe tão alto! Teu lugar não é aqui!”. Ah, mas a beleza embarga, embriaga; e por aquele som que ainda ecoa em minha mente, continuo a me aventurar.

Cada vez mais alto, cada vez mais longe, desejando cada vez mais… Nunca voltar.

than just dying.

(via fuckyeahgameofthrones)

Três mil lágrimas e algumas penas.

Ontem eu chorei.

Lágrimas rolavam incessantes como não faziam a cinco anos. Senti meu corpo fraco, senti minha visão turva e os lábios salgados. Deixei que todo o acúmulo de maus pensamentos, ações erradas, palavras mal ditas, palavras guardadas, palavras esquecidas simplesmente fluíssem pelo meu rosto em pequenas gotículas brilhantes de minha alma.

Ontem eu chorei minha alma.

Deixei que saísse de mim, tomasse a liberdade de se espalhar no ar, no travesseiro que abafava meus soluços. Deixei que circundasse meu corpo e velasse meu fungar.

Chorei por um bom tempo. Tanto tempo na verdade que me fez esquecer pelo que eu sofria. E pela primeira vez, descobri o significado das lágrimas de sofrimento.

Pois quando estava prestes a desmaiar de exaustão - afinal, meus choros nunca passavam de três lágrimas, e desta vez foi cem vezes mais, não, mil vezes mais. - eu senti um vazio.

E então, ontem chorei até encontrar a paz.

Sim, pois aquele vazio não era sofrimento. Era a ausência dele. Senti-me pela primeira vez coberta de terna paz. Sem sofrimentos ou alegria, eu apenas sentia o vazio que me dissipava de toda a negatividade que por semanas penetrava minha alma mais e mais.

Ontem, senti a estranha paz de quando se está pronta para morrer.

Não que seja algo ruim. Quantos não temem a morte, e passam a vida sempre temerosos a correr riscos? Pois eis que eu me encontrava em paz. Se eu fechasse meus olhos para nunca mais abrí-los, aquele seria o momento o qual minha morte teria sido perfeita.

Ah, qual a deleite é o vazio da mente! Tantas lágrimas usei para que tudo o que havia de sombrio a me corromper se obliterasse! 

E, aos poucos, senti-me como um céu cheio de nuvens límpidas a espera do roçar de penas dançantes ao ar. Pois tais como penas eram os bons pensamentos, as boas sensações que roçavam minha alma naquele momento tão meu. Leves, delicadas e tão adoráveis!

E, por fim, chorei até que meus sonhos fossem os mais serenos de toda minha breve existência.

Dizem os tolos que a Vida é cruel. Tolos de fato são, pois tudo o que a vida deseja nos oferecer é a felicidade. Ora, não é a felicidade mais plena a que possuímos após um momento de grande sofrimento?

(via semantika)

(Fonte: weloveavatars, via semantika)

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